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" LITERATURA " - A vóz do coração -
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    BICHO DE SETENTA MIL CABEÇAS. Enquanto como. O que engulo? Por quê? O arroz junto aos seus. E os corações separados. Meu coração vaga sozinho. Mas, nem abandonado foi. E a comida enquanto me olha. 70 mil se perdem de si próprios. Normal ou não. Anormal é ser poeta. Então louco sou poeta. É o meu lado solto dentro de mim. Imagens aéreas, a porta negra se fechou. O que ganham com isso? Por quê? Era apenas uma diferença. E até quando ouvirei o vento falar comigo? O vazio do copo vazio chamou meu nome Tão baixinho que não ouvi. É! Ser gente é coisa estranha Estranham-se porque deixam E no ambiente mais profundo Só vai parecer uma dor de dente. Por quê? Deixe-me ir. Minha mente Deve ser minha única prisão. Foi por pouco não sou coitado. E eles porque o são? Ninguém quis me prender. Talvez a minha sorte, Nunca terei certeza se azar o foi. Algo muito decadente. A minha vontade e o seu desejo São apenas paralelos. Sou bom quando aceito. Isto que não é normal. Meu silêncio sempre será Minha normalidade. Não faça dele um bicho de sete. Como você sofreu! Como uns vivem da ausência do outro? Por quê? E nunca foi diferente. Muita dor. Por quê? Aniquilar o outro em próprio benefício. Um zôo de aberrações. Mas, há a paciência. Mas, há não há ninguém. Seus braços são largos demais. Não sinto sua proteção. Paiiiiii! Por quê? AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH! Deixe-me sumir no chão. Foi você quem me salvou e agora o que faço? O meu choro vem daquele vazio. Não estou no seu modo. Falei que não posso dar certo No mundo em que eu não vivo. Duas paredes me cercam. A fumaça, do fogo de papelão, me preenche. Há algo dentro de mim, me alegro. Não tem lugar. O incorreto em todos os lugares nos percebe. Vem um ar...ar...ar...ar...ar! Para minha boca. A lágrima parou sobre meu lábio. Enquanto era não fui, por quê? Obrigado por crer primeiro. Quando desisto de mim. Que fim é este tão próximo? Quem se perceberá? Ninguém acredita mesmo. Então finja. Por quê? Não pode ser real. Por vezes ser maior. O que está do lado do bem? Já não me suporto. Seu mundo grande demais. Meu corpo minúsculo. Minha mente parece estourar. Quando menos espero, tudo calmo. Mas, há uma segunda intenção. De outro ser. Não há como ver. Culpa, perdão ou o que você quer. A arca de Noé afunda com todos. E o fogo que eu fiz Quase me queima. E mais uma vez Seus braços. Mas, continuam largos demais. Daqui a pouco me escorro por entre eles. E a razão não é minha. Já nunca soube se a tive. Vou correndo rápido. Não sou capaz. Enjaulado e a energia me faz quieto. Quieto, apático como eles querem. Por quê? Nunca o cérebro esqueci o bom. A sua boca na minha, Volta a memória. Sei que não mereço. Por que quero muito. E me acostumei a ver tudo que quero Ir em caminho contrário. Há hipocrisia. E você a revela como sim. Por quê? Corações ruins. Corações vazios. E tudo isso Por quê? O silêncio me retoma. Desculpe-me, mas, este mundo não é meu. Ton Xavier
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